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O leite, sempre o leite

Tinha em mente escrever um post com um grande “click bait” que era qualquer coisa como “O que não poderá faltar na minha mala da maternidade”. A resposta era uma lata de leite extensamente hidrolisado, caso este bebé não possa ser amamentado ou tenha de fazer suplemento por algum motivo. Esta foi a recomendação médica que me foi feita: tratar o meu segundo filho como sendo APLV até aos 6 meses e depois fazer a diversificação alimentar normalmente.

Como procrastinadora-mor que sou, não escrevi o post nem falei com a minha médica sobre estas questões que gostaria de ver acauteladas no pós-parto, como a proibição expressa de lhe darem algum leite de fórmula sem a autorização dos pais.

Sucede que a minha médica está de férias, eu sou admitida na urgência de obstetrícia com um quadro que obriga a internamento e a possibilidade de ter um menino nos braços, bem antes do previsto.

Resolvo ter “a conversa” com a médica que estava a tratar do internamento, não posso perder mais tempo. Sou olhada com estupefação e oiço “nem o seu bebé, nem nenhum pode beber leite de vaca antes dos 12 meses”. Percebo que ela achava que eu me referia a leite de pacote normal (WTF?) e tento ser mais específica: “quando digo leite de vaca refiro-me a fórmulas aptas para lactentes. Para além destas, há fórmulas específicas extensamente hidrolisadas ou de aminoácidos para os casos de alergia alimentar…”. Ela sorri, condescendente. “Não se preocupe, temos para aí muito disso”.

Eu preocupo-me e muito. E também trouxe “muito disso”, na minha mala da maternidade.

Here we go again. Voltei à estaca zero… virgula qualquer coisa, vá.

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Lei de Murphy é deixar cair uma fatia de pão do lado da manteiga. Lei Copinho de Leite é ir para fora em trabalho, uma semana inteira, e estar a mais de 3000 quilómetros de distância no dia do aniversário do nosso filho, a 24 de Novembro. Iniciei este trabalho há dois anos, no dia…
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