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Altos e baixos

Uma notícia da CNN dá conta de um estudo publicado, recentemente, no “American Journal of Clinical Nutrition”, o qual indica que as crianças que não consomem leite de vaca (não porque sejam alérgicas, necessariamente) são ligeiramente mais baixas do que aquelas que consomem. Este estudo gerou alguma polémica no meio, sobretudo porque não foi tido em conta o resto da alimentação das crianças para se chegar a estas conclusões.

Como não estou minimamente habilitada a comentar este estudo, dado que não sou profissional de saúde, resta-me a minha subjectiva, e toldada pela parcialidade, visão de mãe. Comecei logo a passar em revista a curva de percentis (que valem o que valem) do Pedro, sempre ali nos 25 em peso e altura desde que nasceu. No entanto, de há dois anos a esta parte deu-se um volte-face qualquer e o miúdo começou a crescer a olhos vistos. Actualmente, está no percentil 95 de altura e a caminhar a passos largos para se tornar num Copinho de Leite de pé alto!

E por aí? Qual é a vossa experiência?

 

 

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Primeira experiência com Aquafaba

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Take 1

Desde que comecei a ler sobre a Aquafaba fiquei em pulgas para testar. Decidi que a primeira experiência seria esta mousse de chocolate.

Independentemente do resultado, também tinha muito claro que seria apenas para os adultos cá de casa experimentarem. Apesar do meu entusiasmo por este preparado, dar algo a uma criança de três anos, cuja base está carregadinha de conservantes  não me parece uma boa ideia…
Sem mais delongas abri um frasco de grão de conserva, escorri o líquido e comecei a batê-lo com a batedeira. Os resultados são visíveis logo de início e, em poucos minutos, é possível obter estas “claras sem ovos”. Neste afã, esqueci-me de derreter o chocolate e só o fiz posteriormente. Conclusão: estava demasiado quente para juntar ao preparado. Posto isto, como grande nabiça que sou, do que é que me lembrei? Isso! Vou juntar um pouco de Aquafaba ao chocolate para o arrefecer. Assim, num momento à Heston Blumenthal (not!) o chocolate começou a espessar e ficou tipo… pedra! Nota: era o único chocolate que eu tinha em casa e já não era possível fazer nada com ele.

Não me dei por vencida e resolvi juntar cacau em pó ao preparado que, entretanto, já começava a “esmorecer”. Foi a estocada final: ficou completamente líquido e acabou por ir tudo fora. Provei, contudo, o resultado do meu infrutífero trabalho. Estava agradável de sabor. 🙂

Take 2

Desta vez, comecei por derreter um chocolate de culinária em banho-maria e deixei arrefecer. Só depois fui bater em castelo a água do grão (aí está uma frase que jamais me passaria pela cabeça escrever!). Utilizei grão de uma marca diferente e constatei logo que a primeira era melhor. Esta era salgadíssima e tive de compensar adicionando açúcar, a olho. Incorporei o chocolate e envolvi, delicadamente. Deixei consolidar algumas horas no frigorífico.

Fica uma mousse muito leve. Acredito que com a água que usei na primeira experiência tivesse ficado melhor. Infelizmente, não gerou consensos!

Cenas dos próximos episódios: suspiros! 😛

 

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Aquafaba

Adoro descobrir novos produtos, novas técnicas, novas abordagens, enfim… adoro novidades!

Esta é possivelmente a coisa mais surpreendente e intrigante que vi nos últimos tempos: Aquafaba – um substituto do ovo passível de ser usado em inúmeras preparações culinárias.

Até aqui, nada de novo, dirão. O ovo pode ser substituído de várias maneiras. Então, o que é que isto tem de novo? A novidade reside no facto de quase todas as famílias terem Aquafaba nas suas despensas sem o saberem. A Aquafaba é, nada mais nada menos, que a água das latas e frascos das leguminosas de conserva (opção mais saudável: água de cozedura de leguminosas) batida como se fosse “claras em castelo” . Sim! Leram bem! 🙂

As potencialidades são intermináveis: bolos, merengues, mousses, pavlovas, suspiros, macarons, bolachas, gelados, maioneses. E toda a Internet tem sido invadida por criações cada vez mais arrojadas e surpreendentes.

Estou em pulgas para experimentar! “Diz que” a água que funciona melhor é a do grão de bico.

Partilho alguns links:

13 coisas fabulosas que pode fazer com Aquafaba

O site oficial Aquafaba

Um novo e mágico substituto do ovo

Conheça a Aquafaba, uma alternativa vegan

Vão experimentar? Se sim, dêem o vosso feedback!

Imagem: www.veganlass.com

Imagem: www.veganlass.com

 

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Onde está o cálcio?

Quando o Pedro partiu a clavícula (aconteceu há cerca de mês e meio e, sim, nós temos uma certa propensão para as urgências hospitalares) foram muitas as pessoas que me disseram: “será que os ossos dele estão enfraquecidos por não beber leite de vaca?”

Ora, eu sei que ele tem uma alimentação rica e variada, que faz análises regularmente e que é muito bem acompanhado nas consultas onde é seguido, mas fiquei a pensar nisso, obviamente. Foi uma dúvida que coloquei aos médicos após a “ocorrência” e, felizmente, fui logo tranquilizada no sentido de que estava tudo certo, no que ao aporte de cálcio diz respeito. Ufff…

Compreendo a questão que me fizeram, pois somos constantemente bombardeados com informações no sentido de que os lacticínios são a única e mais valorosa fonte de cálcio que existe, mas isto não corresponde à verdade. Existem uma série de alimentos riquíssimos em cálcio.

Partilho esta tabela, de um site brasileiro, com vários alimentos ricos em cálcio:

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Nota: a alfafa é uma leguminosa, gergelim é sésamo e siri é um crustáceo (caranguejo, será?)

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Copinhos de leite para todos os gostos

No seguimento do meu último post – uma receita de leite de arroz e amêndoa – recebi algumas questões acerca do valor nutricional destas bebidas vegetais, muitas vezes apontadas como “água de lavar sementes/leguminosas/cereais”. Será que é mesmo assim?

A minha formação profissional está longe de me tornar apta a responder a estas questões, todavia, encontrei um artigo do blogue AllergyChef, que dá algumas indicações sobre os aspectos nutricionais básicos destas bebidas. Tomei a liberdade de traduzir algumas delas:

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Leite de Soja – Tem menos proteínas que o leite de vaca, porém, contém metade da gordura e não tem colesterol. As opções de compra estão, muitas vezes, enriquecidas com a vitamina B12.

Leite de Aveia – Muito rico em fibra e vitamina B, pelo que, ajuda a “combater o stress”. Muito bom para cozinhar.

Leite de Arroz – Contém mais carbohidratos do que o leite animal, o que o torna mais energético.

Leite de Amêndoa – Contém diversas vitaminas e mineirais como a vitamina E e a vitamina B12. Baixo em gordura.

Leite de Quinoa – Para além de não ter gluten, possui muitos aminoácidos e ácidos gordos essenciais. Muito fácil de digerir.

Leite de Sésamo – Muito rico em lecitina, é muito energético e beneficia as faculdades intelectuais. Também é bom na prevenção da osteoporose.

Leite de Sementes de Girassol – Muito rico em vitamina E, assim como, em cálcio, potássio, magnésio e fósforo.

Leite de Alpista – O seu alto conteúdo enzimático acelera os processos digestivos. Muito indicado para pessoas com problemas do fígado e do pâncreas.

Leite de Coco – Muito diurético e com um alto conteúdo em fibra, é muito utilizado em diversas preparações culinárias.

Fonte: AllergyChef