Copinhos como Nós – Follow Up #1

Em 2015 dei início a uma rúbrica, aqui no blogue, chamada “Copinhos como Nós”, cujo objectivo era dar a conhecer as histórias de outras famílias que lidam com as alergias alimentares.
Passados três anos, e depois de um leitor ter perguntado à Cristina Videira qual era a situação actual do seu filho Tomás, lembrei-me de fazer um follow-up junto destas famílias. Começo, justamente, com a Cristina.

Em que ponto se encontra a situação clínica do Tomás, APLV, agora com 13 anos?

Infelizmente, o quadro do Tomás com a entrada na adolescência está a piorar. Em 12 anos teve dois choques anafiláticos e, nestes três últimos meses, teve três. Duas vezes com um pão simples comprado numa padaria  (perguntámos se era pão normal, pedimos para trocar de luvas e foi-nos dado em mão, ou seja, não tocou em facas, pratos ou bancada)  e o último com uma sandes feita em casa com pão de forma (pão que comia todos os dias no lanche que levava para a escola).

Pela primeira vez, e porque estava sozinho, o Tomás foi muito corajoso e administrou a Epipen a ele próprio. Ligou-me e esteve sempre comigo ao telefone até eu chegar ao local onde estava e esperávamos pelo INEM.

Tivemos consulta no alergologista e foi confirmado: se nesta idade continua a fazer reacções tão graves esta condição vai ser para o resto da vida. Mas continuamos com força, inventamos receitas, fazemos tudo juntos e conseguimos viver, mesmo com esta condição, uma vida feliz.

 

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