A alergia alimentar não é contagiosa, a empatia sim

Os pais das crianças com alergia alimentar sabem o quão difícil é receber convites para ocasiões sociais que envolvam comida. Ora, sendo nós portugueses são… hum… praticamente todas!

O Pedro chegou àquela idade em que TODOS os fins-de-semana tem festas de aniversário, nos formatos mais diversos. Quem tem filhos desta idade sabe que a agenda dos fins-de-semana, tão cedo, não voltará a ser a mesma. Quem tem filhos desta idade, com alergia alimentar, sabe o stress que isto implica

É óbvio que não espero que as pessoas façam festas livres de alergénios, para que o meu filho possa comparecer, sem ter de ir vestido com um fato de apicultor. Como também não espero que, apesar de cientes da sua alergia, lhe coloquem na mão uma “queijadinha de leite, para o caminho” (sim, já aconteceu).

A verdade é que me basta um pouco de empatia.

É, por isso, que hoje gostaria de partilhar uma história que vai muito para além do “bocadinho de empatia”, que eu espero dos demais.

No último fim-de-semana, o Pedro esteve numa festa de aniversário de um amiguinho, cujos pais fizeram questão que ele tivesse um bolo de anos, feito exclusivamente com ingredientes sem proteínas do leite de vaca – com a consultoria especial de uma pasteleira cada vez mais experiente nestas andanças (olá, S.!). Mais: percorreram uns valentes quilómetros atrás de guloseimas seguras para que, no final da festa, também o Pedro tivesse direito ao seu saquinho.

Escusado será dizer que esta família entrou, directamente, para o nosso coração copinho de leite!

Muito obrigada! 🙂

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