O “caso” Luciana Abreu

Luciana Abreu foi notícia há uns dias por ter sofrido um choque anafiláctico, depois de ter comido camarão. O facto foi amplamente divulgado pela imprensa portuguesa e as reacções ao mesmo, só reforçaram a minha convicção de que, para muita gente, o conceito de alergia alimentar está assim ao nível da ficção científica: “O quê? Uma mulher come camarão e começa a ficar toda vermelha? A inchar? Com falta de ar? Correu risco de vida? Ah! Ah! Ah! Isso é muito à frente!”.

Ora bem, atentemos em algumas das alarvidades pérolas recolhidas (com luvas cirúrgicas porque que isto pode ser contagioso!) nas caixas de comentários de publicações e redes sociais diversas:
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Ah, fosse assim tudo tão fácil na vida de um alérgico. Parece-me claro que ela não sabia que era alérgica. A título de curiosidade: pode desenvolver-se alergia a qualquer alimento (mesmo que já se tenho comido várias vezes) em qualquer fase da vida. Be afraid, be very afraid…

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Sempre metidos em broncas e problemas esta malta com alergia alimentar. Lá no fundo todos anseiam é por um tempo de antena na TV, nem que para isso tenham que colocar a vida em risco.

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Lamento imenso.  Também se pode ser alérgico a sardinhas, a salsichas e a frango. Nos casos de alergia alimentar, nem a frugalidade nos safa. Tramado, hein?

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Ora bem… como colocar isto. Definitivamente não se trata de uma “doença de senhoras naqueles momentos do mês”.

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A medicação deverá ser prescrita pelo médico assistente, à semelhança de um plano de emergência para estes casos. Repetir várias vezes como se fosse uma mantra.

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Sem comentários.

 

2 thoughts on “O “caso” Luciana Abreu

  1. Meu Deus , arrepiei-me foi de ler os comentários …
    Se por vezes penso que algo está mudar para melhor , ao ler isto tudo e muito mais que já tive oportunidade de ler , fico em pânico, afinal ainda há uma longa estrada para percorrer , direi léguas e léguas…

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