As bactérias do bem

Nas minhas últimas férias comecei a ler a “A Vida Secreta dos Intestinos”, de Giulia Enders – um livro sobre o importante papel do intestino no nosso corpo que, de acordo com a autora, representa dois terços do nosso sistema imunitário. Um tema muito presente ao longo de todo o livro é o dos probióticos, as bactérias vivas que, estando nos intestinos, têm vários benefícios para a nossa saúde.

Para além do mediatismo deste livro, confesso que o me levou a comprá-lo foi o facto de já ter lido alguns artigos que estabeleciam uma relação entre a toma de probióticos (naturais ou na forma de suplemento alimentar), a alteração da flora intestinal daí decorrente e, em alguns casos, a reversão de casos de alergia alimentar, sobretudo às proteínas do leite. Acresce o facto do pequeno Copinho de Leite ter gastroenterites recorrentes (a última delas na semana passada), sinal inequívoco da fragilidade deste seu órgão.

Ora, no mês passado foi divulgado um novo estudo, realizado com crianças com e sem alergia ao leite, que vem reforçar ainda mais estas teorias. Grosso modo, os microorganismos presentes no intestino das crianças com alergia ao leite eram bastante diferentes dos encontrados nos intestinos das crianças sem alergia. Do grupo de crianças alérgicas alimentadas com um leite de fórmula com probióticos, algumas ultrapassaram a alergia ao leite e, adivinhe-se, foram encontrados nos seus intestinos as mesmas bactérias presentes nos das crianças sem alergias.

O denominador comum, em tudo o que esta leiga  já leu sobre o assunto, parece ser o tipo de bactérias envolvidas: as Lactobacillus Rhamnosus GG.

É desta que os Copinhos de Leite vão render-se aos probióticos. Bactérias do bem venham a nós!

Bacteria

 

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