Como abordar a questão

A alergia à proteína do leite de vaca foi diagnosticada ao Pedro, quando ele tinha quatro meses. No entanto, comecei logo a pensar sobre o melhor modo de lhe falar sobre isto. Toda a gente me dizia que as crianças aprendiam, desde cedo, a ser extremamente responsáveis em relação a estas questões de saúde e fui ouvindo histórias verdadeiramente surpreendentes, pela positiva.

O tempo foi passando e, mesmo sabendo que ele ainda não entendia bem o que eu dizia, fui sempre dizendo coisas do género: “isto não podes comer porque tem leite e o leite faz-te ficar doente”; “isto podes comer à vontade” ; “a mamã e o papá têm que verificar sempre se podes comer ou não”. E assim foi ao longo de dois anos.

Este Verão, andávamos às compras num hipermercado quando, ao passarmos na zona da padaria, ele começou a pedir pão. Eu lá comecei com a ladainha: “este pão não pode ser, porque…” e eis que ele completa “tem LEITE”! Confesso que cheguei a pensar que este momento nunca iria chegar, por isso fiquei tão ou mais feliz do que quando ele disse “mamã”, pela primeira vez! 🙂

Actualmente, continua a não perceber bem porque não pode mexer na comida dos amiguinhos, entre outros pequenos detalhes. Mas cada coisa a seu tempo.

A este propósito, vi no site da FARE (Food Allergy Research and Education) algumas dicas muito interessantes, sobre o melhor modo de falar com as crianças sobre as alergias alimentares.

Eis algumas delas:

– Explicar que há alguns alimentos que os podem deixar muito doentes;

– Ensinar quais são os alimentos “perigosos” e o seu aspecto;

– Habituá-los a comer apenas alimentos dados pelos pais ou por outros adultos de confiança (familiares, educadores de infância, professores) e a declinar, educadamente, tudo o resto;

– Instruí-los a procurar um adulto, o mais rapidamente possível, caso se comecem a sentir mal;

– Incluí-los, desde cedo, nas rotinas relacionadas com a alergia. Exemplos: “vamos ler este rótulo, para nos certificarmos que este alimento é seguro” . “Agora que temos o kit de emergência, já podemos sair de casa”.

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