O aluno Copinho de Leite

Cinco meses após o diagnóstico da alergia à proteína do leite de vaca, o Pedro começou a frequentar um colégio. Tinha nove meses.

Nesta sinuosa caminhada, este acabou por ser um processo relativamente pacífico. Na nossa área de residência, teríamos direito a uma vaga numa creche pública, lá pela altura da bênção das fitas do miúdo, pelo que, começámos a procurar instituições privadas. A oferta, diga-se, também não era propriamente extensa. Visitámos algumas e, de imediato, percebemos que o panorama não era animador. Ao ponto de, na maioria delas, nem termos chegado à fase de dizer que o nosso filho tinha uma alergia alimentar (ainda hoje me assola a visão de uma certa arca frigorífica com as sopas congeladas para a semana inteira, de dezenas de crianças).

A nossa escolha acabou por recair sobre o colégio que até já era o nosso favorito, antes da visita. E que factores influenciaram a nossa decisão? O facto da direcção estar sensibilizada para as questões das alergias alimentares, de já lá andarem crianças com este tipo de patologia, a certificação de segurança alimentar (apesar de levarmos toda a alimentação de casa, pareceu-nos um bom indicador) e a disponibilidade para trabalharem em conjunto com a família Copinho de Leite, sempre que necessário.

Nem tudo pode ser mau, não é?

[No entanto, esta está longe de ser a realidade do nosso país. Há crianças a serem recusadas nas escolas, por causa das suas alergias alimentares, o que é ILEGAL]

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