Alergias alimentares… que as há, há!

Ao longo destes quase três anos, enquanto mãe de uma criança alérgica à proteína do leite vaca, desenvolvi a teoria de que as pessoas, pura e simplesmente, não acreditam nas alergias alimentares. Ou melhor, até acreditam, mas não compreendem os riscos que estas acarretam.

Quando comecei a informar a família e os amigos acerca da alergia do Pedro, obtive sempre reacções um tanto ao quanto blazé “ah sim, tu e as alergias”… uma vez que eu própria tenho alergia ao pólen e já estão todos habituados aos meus espirros non-stop, olhos vermelhos e demais achaques sazonais…

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Ainda hoje, quando falo com muitas pessoas sobre a “alergia ao leite”, pensam sempre que estamos apenas no domínio das “comichões”, dos “espirros” e, no limite, de alguma “falta de ar”.

Pior do que isso, é ouvir de pessoas, que até são informadas, coisas como “deixa lá o miúdo experimentar um bocadinho” ou “dias não são dias”, como se isto da evicção da proteína do leite fosse uma ideia espartana destes pais copinho de leite.

Ora, se ainda há pessoas a morrer de fome em algumas partes deste planeta, como é que, noutras, há pessoas que podem morrer se ingerirem/contactarem/inalarem determinados alimentos? Nada disto faz muito sentido, é um facto. Ou faz, se pensarmos como nos alimentamos e como vivemos, em comparação com os nossos antepassados.

Não obstante, a verdade é que as alergias alimentares afectam entre 220 a 520 milhões de pessoas em todo o mundo e que, só entre 1995 e 2005, houve um aumento de 350% de situações de anafilaxia, causada por alergia alimentar (dados do World Allergy White Book 2011). Alarmante, não?

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